Em
Minas, os segredos da culinária passam de mãe para
filha. Com letras caprichadas, ficam registradas as receitas temperadas
pelas influências das culturas portuguesa, africana e indígena.
Tudo é feito com muito cuidado e gosto, que em Minas a
cozinha é o santuário da casa, onde acontecem os
rituais dos encontros familiares, as conservas miúdas,
definitivas.
Na mesa,
o angu é presença diária, acompanhante perfeito
para o ora-pró-nobis, a couve , o quiabo, a taioba ou,
então, combinando com outros pratos deliciosos, como o
frango ao molho pardo.
Na despensa
do mineiro, nunca falta milho e mandioca, pra fazer pratos doces
ou salgados. Não importa, tem que ter.
Em Minas,
o dia começa cedo. E os sonhos são contados entre
uma broa de fubá saída do forno e outra sempre regados
a leite com café. Um pão fresquinho ou uma queca
também são bem-vindos.
Arroz,
feijão, couve e carne, de preferência de porco. Tá
na hora do almoço. O mineiro almoça como janta,
parecido. Mas a sobremesa é sempre farta e variada: goiabada,
doce de leite, de frutas, tudo casadinho com o queijo branco e
fresco de Minas. Aos domingos, é infalível, tem
galinha: frango à caipira ou ao molho pardo, no arroz de
forno e assim por diante.
Uma das
gulodices mineiras mais típicas é o famoso pão
de queijo, que deve ser servido logo após sair do forno,
e nas fazendas ainda são feitos licores de leite, de jabuticabas,
de pêssego salta caroço, de figo e principalmente
de pequi, o mais saboroso de todos.
Outras
iguarias bem características de Minas são o tutu
com lombo de porco, feijão tropeiro, (que é acompanhado
de lingüiça, torresmo, couve picada fininha e rodela
de ovo cozido) e canjiquinha com costelinha de porco. |